terça-feira, 9 de abril de 2013

A importância de se ter um "Lado B"

          John Rand Goffe foi um pintor americano que viveu entre 1801e1873. Apesar de sua profissão, John não é conhecido por sua arte, mas por sua invenção que mudou a história da pintura, desencadeando um dos mais importantes movimentos artísticos que revelou personalidades como Claude Monet e Vincent van Gogh, o impressionismo. John inventou o tubo metálico para armazenamento das tintas, permitindo aos artistas cenários inéditos até então, uma vez que por terem que fabricar suas próprias tintas a partir de pigmentos adquiridos e armazená-las em "balões" de bexiga de porco, o que os limitava a trabalhar apenas em seus atelies. Hoje em dia, as tintas ainda são armazenadas em tubos como os desenvolvidos por Rand. Acima, a figura ilustrada pelo próprio, constante na patente de sua invenção. Como antes afirmado, o fato da sua arte ser pouco conhecida impossibilitou-me de postar uma de suas obras, porém, a gravura acima, até por sua importância histórica, pode ser considerada como arte.
         O que motivou-me a postar sobre John Rand Goffe foi o "lado B" de sua vida, que foi na verdade o seu lado inventor, e não o artista que o tornou notável. Assim como John, muitas outras personalidades históricas, como artistas, cientistas e políticos tiveram o seu "lado B" da vida. No campo das ciências exatas, só para aperitivar, temos o grande Niels Bohr, nobel de física em 1922 e goleiro da seleção olímpica de futebol da Dinamarca duas décadas mais cedo.

5 comentários:

  1. Realmente adorei ler a história do lado B. Ninguém sequer imagina nosso lado B e ela surpreende. Aquele desenho tão cuidadoso, impecável na sua apresentação e criativo na sua singularidade instrumental é uma outra forma de arte.

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  2. Muito interessante que tenhas abordado o feito de John Rand Goffe, justamente por ele ter sido muito importante para desencadear o impressionismo, e consequentemente, o que houve após. Disseste,'a gravura acima, até por sua importância histórica, pode ser considerada como arte', e concordo contigo no sentido dos grandes feitos. Também podemos pensar sobre a apropriação que há atualmente na arte de objetos antigos, raridades, que envolvem técnicas que hoje já foram absorvidas pelo mundo da arte, como no caso a gravura. Seria outra abordagem do registo do artista-inventor como arte. Também a partir disso me desperta a reflexão sempre prolífica acerca do que é arte; se formos nos adentrar na arte conceitual, da idéia, por que idéias como a de Goffe não poderiam, hoje, ser arte? Para vermos como o contexto influencia na nossa percepção do tema..na época, não seria mais que um desenho de estudo, necessário, prático. Mas hoje, com os meios que temos de produção e o contexto em que vivemos, as interpretações podem ser as mais variadas. Muito legal teres trazido esta 'invenção'!

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  3. Realmente, nem sempre a arte é reconhecida como arte na época de sua criação, vindo a ter o seu reconhecimento somente muitos anos depois. Há quem diga que viver, por si só, já é uma arte! Mais uma vez, valendo-me da minha área, nos laboratórios de química, se produz imagens lindíssimas quando se realizam cristalizações e precipitações por deposição. Talvez o que faça com que arte seja arte, possa ser o espectador que observa, admira, eterniza.

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  4. Oi colega!

    Gostei da tua análise do lado B do pintor. Invenções são bárbaras. Se pensarmos bem, artistas são inventores, inventam obras, inventam maneiras de se expressar e motivam outras pessoas a inventarem também.

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  5. Adorei ler sobre o Lado B,onde principal contexto vem da arte, e se diz que a arte imita a vida, aqui vimos mais um exemplo, sim todos temos um outro "lado" que nem sempre é revelado, aqui nos proporcionou conhecer algo para mim inusitado, e com sentido até para fazer varias reflexões, bem como a colega Clara colocou no seu comentário, abçs e boas férias

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